
Laís Santos de Assis, bióloga responsável pelos projetos de restauração ecológica, destaca que o período chuvoso oferece uma boa oportunidade para realização de ações de restauração ecológica: “A elevada umidade no solo aumenta a chance de sobrevivências das mudas e reduz o custo da recuperação, pois diminui a necessidade de realização de ações de irrigação das áreas”.
Nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, a palmeira-juçara é uma das espécies plantadas na ação de recuperação. Segundo a Bióloga Laís, as áreas também receberam espécies como o jequitibá-rosa, o pau-marfim e o guarantã que são essenciais para a biodiversidade local.
O Presidente da FJPO, Rogério Menezes, destaca a importância da continuidade das ações: “Nossa equipe tem trabalhado para assegurar que áreas que no passado sofreram algum tipo de dano, sejam de fato recuperadas até atingirem o grau de autossustentabilidade. As ações de enriquecimento orientadas por critérios técnicos trazem a segurança de que os diversos grupos vegetais estarão presentes garantindo a saúde da floresta ao longo do tempo”.
As ações realizadas durante esta semana dão sequência ao trabalho realizado no último ano. Em 2025, foram acompanhados e/ou executados pela equipe técnica da FJPO projetos de restauração e conservação da biodiversidade em uma área total de 81 ha, abrangendo áreas inseridas na Unidade de Conservação (UC), em sua Zona de Amortecimento (ZA), em Corredores Ecológicos e na Floresta Estadual Serra d’Água.