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Nossa Fauna

A ARIE é um refúgio para diversas espécies de vertebrados, entre eles o macaco-prego Cebus nigritus e o bugio Alouatta clamitans. Estas são duas das espécies de mamíferos mais estudados na UC, com pesquisas sobre dieta alimentar, importância na dispersão de sementes e hábitos de vida (Gaspar, 1997; Donatti, 2000; Umetsu, 2001; Gobbo, 2003).

Vários estudos sobre a avifauna da UC foram e vem sendo realizados por diversas instituições de pesquisa. Um dos primeiros levantamentos, realizado entre 1975 e 1994, foi o que contemplou a maior riqueza de informações, pois ocorreu em duas épocas diferentes. A primeira fase do estudo ocorreu de 1975 a 1978 e registrou 143 espécies. Em 1992 foi feita a compilação dos dados de registros e de avistamentos na UC, chegando-se a um número de 173 espécies registradas, o que deu início à nova fase do estudo, tendo sido realizado até 1994, quando foram registradas 134 espécies. Nota-se uma diminuição no número de espécies catalogadas nesta segunda fase do levantamento, e, no entanto, estudos preliminares recentes (2008-2010) indicam que mais de 150 espécies de aves utilizam a UC como habitat permanente ou migratório (Willis, 1979; Willis, 1991; Aleixo & Vielliard, 1995; Nassar, 2004; Pessoa, 2004).

Outro grupo muito avistado são as serpentes, com 21 espécies já registradas. Presentes em diversos extratos da floresta, é fácil avistá-las tanto em áreas mais abertas, como as clareiras e as bordas, quanto nas áreas de floresta mais densa da UC. Das espécies encontradas, notam-se quatro que fazem parte primariamente do Domínio Tropical Atlântico (Floresta Atlântica e Semidecídua): a cobra-cipó Chironius bicarinatus, a dormideira Dipsas indica, a coral-verdadeira Micrurus corallinus e a jararaca Bothrops jararaca. As demais espécies são comumente encontradas em formações abertas de Cerrado e outras florestas do Brasil (Sazima & Manzani, 1995).

Inúmeras espécies de artrópodes são encontradas na ARIE, sendo que as mais avistadas são as vespas, abelhas, moscas, besouros e principalmente as formigas, borboletas e mariposas – as mais estudadas (Arruda & Sazima, 1998). Desde a década de 1970 são realizadas observações de borboletas e mariposas na ARIE, e já foram registradas mais de 700 espécies de borboletas desde então, como a olho-de-coruja Caligo illioneus e a castanheira Heliconius erato. Além destes insetos, também podemos observar aranhas, escorpiões, lacraias e centopéias, entre outros (Brown & Freitas, 2003).

Monitoramento

O objetivo deste programa é efetuar o levantamento das espécies da fauna existentes na UC, buscando identificar possíveis mudanças na composição local. Determinar a composição, a riqueza e a diversidade das espécies e possivelmente a abundância relativa por meio da captura por unidade de esforço são ações fundamentais para o registro das diferentes espécies e a posterior elaboração de um guia de campo. Também faz parte deste programa a identificação das espécies e/ou populações isoladas ameaçadas de extinção, visando o fornecimento de subsídios para a tomada de medidas racionais na preservação destes indivíduos.

O levantamento é realizado com armadilhas fotográficas, armadilhas de pegadas, coleta e identificação de vestígios (fezes, pelos, etc.), observação direta dos animais silvestres in situ e identificação de vocalização.

Manejo de Fauna

Os programas de manejo de fauna são executados pelo Grupo de Manejo e Proteção de Animais Silvestres (GMPAS), criado pelo Departamento Técnico da Fundação a fim de monitorar, proteger e prestar atendimento de socorro à fauna. Os programas de manejo de fauna são: Resgate e Manejo da Fauna Silvestre, Manejo da Fauna Exótica, Monitoramento e Borboletário.